A botrytis (Botrytis Cinerea), também conhecida como bolor cinzento, é um fungo que ataca um grande número de plantas, calculando-se que mais de 200 variedades distintas podem ser infetadas. Juntamente com o oídio, é um dos fungos mais comuns em cultivos de marijuana no exterior, pelo que agora que se aproxima o início da floração é conveniente recordar como podemos evitar a sua aparição no nosso jardim. Se o cultivador se descuidar e as condições de reprodução forem adequadas, uma infeção de botrytis pode arruinar uma colheita em poucos dias, precisamente no momento em que as plantas atingem o seu pleno desenvolvimento.
A botrytis pode reproduzir-se sexual e assexuadamente, alimentando-se dos tecidos da planta hospedeira. Existem 22 espécies e um híbrido dentro do género Botryotinia; a que nos ocupa neste post (Cinerea) é utilizada em algumas vinhas para produzir vinhos nobres de excelente qualidade, pois o fungo faz com que aumentem as taxas de açúcar na uva e melhore as qualidades organoléticas do vinho elaborado a partir desta. Vejamos a seguir como identificá-la, preveni-la e tratá-la.
O debate entre cultivo indoor e outdoor não é apenas uma questão de qualidade ou rendimento – é cada vez mais uma questão de responsabilidade ecológica. Os dados científicos são claros: a produção de marijuana sob iluminação artificial é uma das atividades agrícolas mais intensivas em energia. Analisamos os números, as causas e os caminhos para um cultivo mais eficiente. No entanto, estes dados são distorcidos no caso do cultivo de cannabis devido ao seu estatuto legal em cada país, já que na maioria dos casos não é uma decisão livre, mas uma consequência indireta da proibição.
A maioria dos dados mencionados neste artigo provém essencialmente dos Estados Unidos, pois atualmente é um dos poucos países do mundo onde o cultivo intensivo de cannabis é legal e, portanto, um dos poucos de onde é possível obter dados.
Como fazer pesticidas caseiros para o cultivo doméstico de maconha
Um dos maiores desafios que enfrentamos como cultivadores domésticos de marijuana é o controlo de pragas e fungos sem perder a qualidade do produto final nem o equilíbrio do ambiente de cultivo.
Os pesticidas químicos convencionais podem deixar resíduos tóxicos nos buds e além disso muitos deles não estão aprovados especificamente para o cultivo de cannabis, o que os torna uma aposta arriscada tanto para a saúde do consumidor como para a integridade do cultivo. Face a isso, os preparados caseiros de base orgânica representam uma alternativa real, eficaz e, sobretudo, muito mais segura.
No cultivo de marijuana, a nutrição mineral é um dos fatores que determina de forma mais decisiva a qualidade e a quantidade da colheita. No entanto, um dos erros mais frequentes entre cultivadores de todos os níveis de experiência é fornecer nutrientes em excesso, com a premissa de que mais fertilizante equivale a mais produção.
As evidências científicas disponíveis demonstram que esta premissa não só é errada, como pode ter consequências profundas sobre a fisiologia da planta, a produção de cannabinoides e terpenos, e até mesmo a viabilidade do cultivo.
Para um cultivo de interior de sucesso, há uma série de elementos de que deves dispor. Neste artigo oferecemos-te uma breve lista dos aparelhos que não podem faltar num cultivo interior de marijuana, para assim poupar erros e evitar pôr em risco a colheita.
Extrator/Intrator
Renovar o ar do nosso cultivo interior é muito importante para um bom crescimento e rendimento ótimo. As nossas plantas consomem CO2 durante o dia e O2 durante a noite. Se não ventilarmos corretamente, as plantas não poderão efetuar devidamente as suas funções básicas, pois faltará CO2 durante o dia (período em que libertam O2) e oxigénio durante a noite (quando libertam CO2).
A renovação do ar também nos ajudará a controlar a temperatura, pelo que a ventilação é um aspeto essencial a ter em conta. No nosso blog encontrareis mais informação sobre o CO2 no cultivo de marijuana que vos esclarecerá dúvidas que possam surgir sobre a sua utilização.
Na Philosopher Seeds acreditamos que é muito importante conhecer o pH e a EC da água na hora de regar e adubar as nossas plantas de marijuana. Se os ajustarmos e controlarmos corretamente, garantimos que as plantas assimilarão todos os nutrientes necessários, mantendo-as saudáveis, sem carências durante todo o cultivo e tentando obter a máxima produção possível.
O pH é o coeficiente que indica a acidez ou alcalinidade da água; mais adiante iremos desenvolvê-lo, já que diferentes meios de cultivo necessitam de diferentes intervalos de pH.
A EC é a eletrocondutividade da nossa água, ou seja, a quantidade de sais dissolvidos nela. Quanto mais adubo tiver a nossa água, mais elevada será a EC.
As plantas de cannabis requerem uma nutrição completa e equilibrada para que se desenvolvam com todo o seu potencial. A maioria de fertilizantes para cannabis está composta por uma série de macro e microelementos necessários para o correto crescimento e formação de aglomerados florais. A ausência ou excesso de algum destes elementos levará a que a planta mostre rapidamente sintomas de um desenvolvimento pobre, quer se trate da fase de crescimento ou de floração.
Normalmente, quando adquirimos um fertilizante, vemos as letras N-P-K acompanhadas por números. Isso indica-nos a quantidade de Nitrogénio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) presente no fertilizante, sendo estes os três elementos principais dos quais as plantas de se alimentam (macronutrientes). Contudo, a classificação de macro e micronutrientes varia segundo a fonte, razão pela qual algumas também incluem o Cálcio (Ca), o Magnésio (Mg) e o Enxofre (S) como macronutrientes.
Neste artigo, veremos quais são os sintomas na planta do excesso ou carência de cada um destes 6 elementos, que vamos considerar macronutrientes. Recordamos também que as variedades de cannabis têm diferentes graus, tanto de exigência destes nutrientes como de resistência a excessos dos mesmos, e portanto podemos encontrar plantas particularmente sensíveis, por exemplo, a um excesso de nitrogénio, ou então que tendem a exigir mais quantidades deste elemento do que outras.
Plantar cannabis no exterior com a Philosopher Seeds
Neste post explicamos como **obter uma boa colheita no exterior** com as variedades que propomos no nosso catálogo, pois antes de tudo, uma parte muito importante será escolher sementes de marijuana que se adaptem bem à nossa situação geográfica e ao nosso método de cultivo.
No mundo da cannabis fala-se frequentemente dos tricomas. Eles contêm a maior parte dos canabinoides e terpenos produzidos pela planta, e são portanto o que comumente recebe o nome de resina – o anseio de todo amante das extrações e concentrados de marijuana. À medida que a planta avança pelos seus diferentes estágios, vai secretando diversos tipos de tricomas, sendo o mais conhecido e desejado de todos eles o tricoma glandular pedunculado. Sabemos também que a cor das cabeças dos tricomas glandulares determina o ponto ideal para colher a marijuana, seja em cultivo interior ou exterior.
Os tricomas são, portanto, a razão pela qual a maior parte dos consumidores de cannabis utilizam esta planta, pois é neles que se produzem não só as substâncias psicoativas (as que buscam os utilizadores recreativos) mas também outros canabinoides não psicoativos como o CBD (procurado pelos pacientes, pois é conhecido pelo seu grande número de aplicações terapêuticas) ou os terpenos, que são hidrocarbonetos com grande capacidade aromática que conferem a cada planta a sua fragrância e propriedades particulares, além de interagirem com os canabinoides para oferecer perfis únicos de efeitos em cada planta.
Neste artigo vamos aprofundar este apaixonante tema e veremos o que é exatamente um tricoma, assim como que tipos de tricoma a planta de cannabis produz e por que motivo.
Cultivar cannabis em regime de monocultura é a norma na maioria dos jardins, tanto em interior como em exterior. No entanto, de uma perspectiva ecológica, este modelo não é ideal: empobrece progressivamente o solo, favorece a proliferação de pragas e patógenos, e rompe os equilíbrios bióticos que a própria natureza levou milhões de anos a construir.
Muitas vezes, os cultivadores que obtêm as suas colheitas a partir de cultivos de exterior limitam-se a uma única colheita por ano, que normalmente começa no final da primavera e termina, aproximadamente, no início do outono, quando o número de horas diárias de luz natural diminui paulatinamente. As plantas de marijuana cultivadas a partir de sementes estão perfeitamente adaptadas a este ciclo luminoso natural, embora no caso de utilizar estacas provenientes de um cultivo interior possam surgir problemas. O fotoperíodo natural na nossa latitude (aproximadamente 40°N) faz com que as estacas enraizadas em interior floresçam se as colocarmos no jardim exterior antes de Junho, pois as horas diárias de luz solar não são suficientes para estimular o crescimento dos nossos pequenos clones, que entrarão em floração poucos dias depois de serem levados para o exterior.
Por isso, os cultivadores que utilizam plantas provenientes de interior para os seus cultivos de cannabis de exterior não levam os seus clones ou plantas-mãe para o exterior antes do início de Junho, de modo que as suas plantas crescerão até Agosto e florescerão normalmente, como qualquer outra planta de semente de marijuana. No entanto, este "problema" pode tornar-se numa grande vantagem para o cultivador astuto, que rapidamente se aperceberá de que, com a ajuda de uma simples estufa de exterior, pode obter até 3 colheitas anuais de exterior, desde que disponha de um espaço de cultivo interior que, como veremos, não precisa de ser demasiado grande.
Embora a qualidade dos cogumelos não seja a mesma que a obtida na colheita de verão (a que todos estamos habituados a ver), as colheitas de primavera e outono representam um aporte extra que, no caso de dispor de pouco espaço de cultivo e não poder satisfazer as necessidades anuais numa única colheita, será a diferença entre poder auto-abastecer-se de cannabis ou não o poder fazer. A seguir veremos as principais diferenças entre o cultivo de exterior de temporada (o de verão) e o de fora de temporada (primavera e outono), e explicaremos como gerir os tempos e o que fazer para conseguir com sucesso três colheitas de exterior por ano.
Como já vimos no nosso artigo anterior sobre a microvida do solo, neste cria-se uma complexa simbiose entre as raízes das plantas e uma série de microrganismos e outros animais, formando assim a chamada cadeia alimentar do solo. Graças a esta vida microbiana, muitos processos do desenvolvimento das plantas são acelerados, como por exemplo a absorção de nutrientes ou o próprio desenvolvimento radicular. Mas as vantagens do uso de bactérias e fungos benéficos não terminam aqui, pois representam também uma excelente defesa preventiva contra diversos agentes patogénicos, como outros fungos como a botrytis ou o pythium.
Hoje vamos aprofundar o fascinante micromundo que se esconde sob o substrato das nossas culturas, vendo tanto os principais tipos de fungos benéficos que podemos encontrar para as nossas plantas como as diferentes formas de estimular e promover a sua presença e reprodução no meio de cultivo.
Os canabinoides e os terpenos, juntamente com os flavonoides (que abordaremos em outros posts), são alguns dos principais compostos da planta de cannabis. Os canabinoides são exclusivos dessa planta e, neste post um pouco mais técnico, explicamos coisas muito interessantes sobre os efeitos da maconha produzidos por esses canabinoides e suas diferentes indicações.
O que são os terpenos?
Os terpenos são os compostos orgânicos precursores do aroma nas plantas. A imensa maioria dos terpenos é produzida por outro hidrocarboneto chamado isopreno. O isopreno pode ser encontrado em plantas e animais, assim como no corpo humano. A quantidade de isopreno presente na planta de cannabis e nas demais plantas depende, entre outros fatores, das condições de luz e climáticas às quais estão submetidas.
Otto Wallach, um químico alemão do século XIX, foi um dos primeiros a estudar os terpenos. Esse conhecimento foi posteriormente aplicado na área da perfumaria e dos óleos essenciais, estes últimos utilizados em terapias alternativas.
Nas variedades de maconha da Philosopher Seeds podemos encontrar mais de cem terpenos diferentes, que não são exclusivos da cannabis. Destacam-se o Mirceno, o Pineno, o Limoneno e o Linalol.
Falar de cannabis e “solo” costuma ficar em receitas (misturas, fertilizantes, tabelas de rega). Mas, se o objetivo é qualidade constante, resiliência e menor dependência de insumos, a abordagem muda: o solo deixa de ser um suporte e passa a ser um sistema vivo que se regenera. Neste artigo, abordam-se princípios de saúde do solo e práticas regenerativas aplicadas ao cultivo de cannabis (e cânhamo), com um olhar técnico, mas acessível.
Acerca deste blog canábico
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